Principais mitos e verdades sobre a medicina nuclear

A medicina nuclear é um campo de estudo que causa polêmica entre o público em geral. A ausência de compreensão de como se aplica, o que constitui uma ação efetiva e as possíveis respostas aos procedimentos estimulam as pessoas a espalharem informações falsas.

Isso leva ao surgimento de mitos que muitas vezes retardam o diagnóstico, prejudicam ou até mesmo interrompem os tratamentos. Continue lendo este conteúdo para saber quais são os principais mitos e verdades sobre o assunto!

Quais são os mitos e verdades sobre a medicina nuclear?

As pessoas muitas vezes sentem medo quando ouvem a palavra radiação. Quase sempre envolve ameaças ou acidentes graves.

Como resultado da destruição de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, a associação mais frequente é com as bombas nucleares. Assim como os desastres nas usinas de Chernobyl (Ucrânia) e Fukuyama (Japão).

E, é válido notar que também temos o episódio da contaminação por césio 137 no Brasil, que ocorreu em Goiás, por volta de 1987.

Essa percepção foi e ainda é grande alvo de exploração nas obras fictícias. Basta lembrar das histórias em quadrinhos em que o Hulk surgiu como resultado de um experimento com radiação gama.

Mas, na vida real, a radiação é um auxílio valioso para a saúde, seja para tratar doenças (um bom exemplo é a radioterapia para câncer) ou no diagnóstico por meio de exames de imagem como a tomografia.

Essas e outras técnicas de diagnósticos e terapêuticos fazem parte da medicina nuclear, que usa a radiação de forma segura e tem aplicações cada vez mais eficazes, em especial na cardiologia, oncologia e neurologia.

Os radiofármaco são pequenas quantidades de substâncias radioativas que se usa como um método para ter acesso as funções de órgãos e tecidos vivos, gerando imagens, fazendo diagnósticos e tornando viáveis ​​os tratamentos.

A medicina nuclear continua cercada de mistificações, por mais que seja essencial para determinar a presença e gravidade de várias doenças. Para impedir que a ausência de informação possa atrapalhar mais pessoas a acessar a medicina nuclear e suas vantagens, veja logo abaixo alguns mitos e verdades sobre essa técnica.

Medicina nuclear é o mesmo que radiologia?

Mito! Embora seja semelhante o uso da radiação para a obtenção de imagens e da complementaridade dos dois campos, é fundamental notar que a radiologia e a MN são áreas diferentes.

Na Medicina Nuclear, aplica-se no paciente uma substância radioativa (chamada de radiotraçadores ou radiofármaco) e ele passará por máquinas capazes de detectar essa radiação, possibilitando analisar as mudanças funcionais de órgãos e tecidos internos.

Ao passo que a radiologia atua com imagens anatômicas e estáticas.

A radioatividade dos procedimentos da MN é perigosa para o organismo?

Mito! Se usa doses muito pequenas de radiação para fins diagnósticos e terapêuticos, e essas doses usam substâncias que o corpo elimina rapidamente (meia-vida muito curta).

Portanto, não causa qualquer dano ao organismo!

A radioatividade dos radiofármacos tem relação com os acidentes nucleares?

Mito! Tais acidentes resultam na liberação descontrolada de grandes quantidades de radiação. Essas têm efeitos potencialmente nocivos sobre o corpo. No caso da MN, não há mal quando se utiliza pequenas quantidades de modo controlado.

Exames de medicina nuclear aumentam o risco de câncer?

Mito! Como dito antes, essa especialidade usa pequenas doses de substâncias radioativas. E, o corpo expele as pequenas quantidades ingeridas logo após o procedimento.

É crucial ter em mente que o corpo possui inúmeros mecanismos de defesa, reparo e eliminação à sua disposição para responder a possíveis danos.

A radiação se torna um problema apenas quando se administra de maneira inadequada e em grandes quantidades, mas isso não é o caso dos exames nucleares. Logo, não há provas que sustentem a possibilidade de que o uso dos radiofármacos prejudiquem qualquer órgão ou aumentam as chances de desenvolver câncer.

Alguém que se trata com esses exames corre o risco o de ficar radioativo?

Mito. Além da pouca radioatividade encontrada nesses medicamentos, os radiofármacos não são destinados ao uso frequente. Esses exames, em geral, são feitos em apenas uma dose ou com pouquíssimas doses, ao contrário dos medicamentos que se usa continuamente.

O médico é quem decide incluir a MN como terapêutica ou diagnóstico?

Verdade. É preciso tomar essa decisão principalmente levando em conta procedimentos pouco invasivos que podem preservar a saúde do paciente, sem realizar intervenções desnecessárias.

Pode usar os radiofármacos com outros medicamentos?

Verdade! Com base no tratamento, os radiofármaco são frequentemente usados juntos com outros tipos de tratamentos.

Medicina nuclear não é ideal para grávidas e lactantes?

Verdade! Gestantes e lactantes são as únicas exceções que não podem realizar um exame de medicina nuclear. Esses exames não são adequados para mulheres que suspeitam que estão grávidas também.

Nos raros casos em que um médico é responsável por acompanhar o paciente, é possível que haja liberação para os exames após o médico ponderar a importância relativa dos riscos e vantagens.

Já para as lactantes, é possível realizar exames desde o ponto em que se produz o leite e o descarta, até eliminar o radiofármaco completamente do organismo.

Esse tempo pode variar conforme o tipo de procedimento, pois cada radiofármaco conta com uma meia-vida única.

Usa-se a MN sobretudo no campo do diagnóstico?

Verdade. É possível dizer que um dos pontos principais da especialidade é o de fazer diagnósticos funcionais. A tecnologia utilizada possibilita visualizar os órgãos funcionando.

Os exames disponíveis incluem avaliações da função do cérebro, coração, rins, tireoide, fígado, pulmões e outros órgãos. Além de avaliar problemas nos ossos e diagnosticar tumores em vários órgãos.

Alérgicos a iodo podem fazer exames?

Verdade! Pessoas com alergia ao iodo podem participar de um método de tratamento conhecido como radioiodoterapia, que envolve a administração do elemento radioativo iodo-131 por via oral para o tratamento de câncer de tireoide após um procedimento cirúrgico.

Sua preparação inclui aumentar um hormônio conhecido como TSH e seguir uma dieta com pouco iodo por cerca de duas semanas antes do procedimento. As células cancerígenas da tireoide são encontradas pelo iodo radioativo que podem ter escapado no tratamento cirúrgico.

Conclusão

Agora que você já sabe o que é mito e o que é verdade em relação a medicina nuclear, lembre-se de compartilhar este conteúdo com os seus amigos, para que eles deixem para trás todos os seus medos e receios!

Espero que tenha gostado do conteúdo: Principais mitos e verdades sobre a medicina nuclear

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